Faz um certo tempo que não publico no blog, por isso, vale uma justificativa (mais do que justa) para este retorno: venho para falar da jornalista e escritora Xinran. Que, infelizmente só pude conhecer com a realização da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) na qual a China foi pela primeira vez representada pela escritora e o fotógrafo e ficcionista Ma Jian.
Pesquisando sobre Xinran descobri e fiquei fascinada por sua vida cheia de interessantes e tumultuadas histórias. Tumulto este que começa aos 7 anos quando viu o pai ser preso e teve suas tranças queimadas por policiais (além de móveis e livros de sua casa). Xinran relata que em seus 50 anos de vida, passou somente 2 deles com a família e, abraçou sua mãe pela primeira vez aos 40 anos.
Na década de 1980, com a abertura política em seu país, ela criou um programa de rádio que, durante oito anos firmou-se como via de expressão para mulheres chinesas vítimas de violência. Impossibilitada de publicar relatos, mudou-se para Londres e lá lançou “As boas mulheres da China “(2002). Além de publicar suas colunas em ”O que os chineses não comem” (2006).
Neste último ela defende a idéia de que “Os chineses comem tudo o que voa no céu e você pode ver, exceto aviões; tudo o que nada no rio e no mar, exceto subamarinos; tudo o que tem quatro patas sobre a terra, exceto mesas e cadeiras”
Com isso, somente falta dizer que Xinran participará de um debate hoje às 13h:30min no Roda Viva e eu serei colaboradora.
Quer assistir ao vivo? Acesse: http://www.iptvcultura.com.br/rodaviva/
Entrevistadores:
Demétrio Magnoli – Geógrafo, especialista em relações internacionais e editor do jornal “Mundo Geografia e Política Internacional”
Leda Balbino – Chefe de reportagem da editoria de internacional do jornal “O Estado de São Paulo”.
Jacira Melo – Diretora do Instituto Patrícia Galvão.
Jayme Martins – Jornalista, foi correspondente da mídia brasileira durante 20 anos em Pequim.
Eu tenho o “As boas mulheres da China”… se quiser emprestado =p