Feeds:
Posts
Comments

Estadio/marca          

 

 

           Nunca fui de “dar bola para o futebol”, sempre escutei falar que é o adjetivo usado por estrangeiros para definir o Brasil, no entanto, jamais ví o esporte como uma indústria, assim como pude ver ontem à noite, assistindo um debate no Roda Viva com o “Mano Menezes”, técnico do Corinthians. Descobri, por exemplo que, da mesma forma que em qualquer outra [des] organização, existe corrupção. Como relatou Luis Antônio Venker de Menezes: alguns técnicos recebem porcentagens em cima dos jogades.

 

          Jamais parei para pensar naquele jogo de campo como um produto de uma gigantesca indústria, pertencente a uma das categorias mais bem pagas da sociedade brasileira, com suas regras, seu marketing e até mesmo suas fraudes.

          Por um instante tirei o foco da entrevista para pensar um pouco sobre essa, até então,para mim, desconhecida empresa. De repente minha atenção retornou para a televisão: “Mano Menezes” estava falando sobre a necessidade de uma regularização na porcentagem que os técnicos recebem em cima dos jogadores. Nesse momento o técnico do corinthians mostrou-se preocupado com os torcedores, confirmando isto quando disse: os jogadores pagam para ir ao campo e sem eles, não temos futebol.

         Pensei: “Por que ir ao campo? Por que existem alguns fanáticos? Por que torcer para um time?”

            Há pouco tempo aprendí que cada pessoa atribui um sentido para cada signo. Como por exemplo, uma árvore significa algo para mim, e outra coisa bem diferente para você e outra, acredito que mais distante ainda, para um cachorro.(imagine se, do sexo masculino). “Trocando em miúdos”: sujeitos imprimem significados às palavras que se constituem em subjetividades sociais e processos de singularização no qual  se constrói e destrói identidades. 

       Ative-me a falar de futebol, por isso, abstenho-me de citar a famosa frase de Marx, na qual tudo se desmancha. Pois, essa questão de identidades que se desfazem, daria, como diz o ditado, muito “pano pra manga”.

        Após algumas horas e, com ajuda do nosso ilustríssimo serviço de busca (que muitos arriscam dizer que irá dominar o mundo, como uma fantasia do “Pink e Cerebro”), cheguei a uma conclusão:             

          A razão de torcer para um time é a mesma de pertencer a grupos sociais, de fazer parte de uma família, ter uma história, um trabalho, ou um objeto pessoal. Tudo isso se traduz na necessidade de assumir uma identidade, ser alguma coisa, pertencer a algo. No caso do futebol, dar um significado para o time e, consequentemente, um para si.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Xinran

xinran11g          

          Faz um certo tempo que não publico no blog, por isso, vale uma justificativa (mais do que justa) para este retorno: venho para falar da jornalista e escritora Xinran. Que, infelizmente só pude conhecer com a realização da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) na qual a China foi pela primeira vez representada pela escritora e o fotógrafo e ficcionista Ma Jian.

           Pesquisando sobre Xinran descobri e fiquei fascinada por sua vida cheia de interessantes e tumultuadas histórias. Tumulto este que começa aos 7 anos quando viu o pai ser preso e teve suas tranças queimadas por policiais (além de móveis e livros de sua casa). Xinran relata que em seus 50 anos de vida, passou somente 2 deles com a família e, abraçou sua mãe pela primeira vez aos 40 anos. 

          Na década de 1980, com a abertura política em seu país, ela criou um programa de rádio que, durante oito anos firmou-se como via de expressão para mulheres chinesas vítimas de violência. Impossibilitada de publicar relatos, mudou-se para Londres e lá lançou “As boas mulheres da China “(2002). Além de publicar suas colunas em “O que os chineses não comem” (2006).

          Neste último ela defende a idéia de que “Os chineses comem tudo o que voa no céu e você pode ver, exceto aviões; tudo o que nada no rio e no mar, exceto subamarinos; tudo o que tem quatro patas sobre a terra, exceto mesas e cadeiras”

          Com isso, somente falta dizer que Xinran participará de um debate hoje às 13h:30min no Roda Viva e eu serei colaboradora.

         Quer assistir ao vivo?  Acesse: http://www.iptvcultura.com.br/rodaviva/

Entrevistadores:

Demétrio Magnoli – Geógrafo, especialista em relações internacionais e editor do jornal “Mundo Geografia e Política Internacional”

Leda Balbino – Chefe de reportagem da editoria de internacional do jornal “O Estado de São Paulo”.

Jacira Melo – Diretora do Instituto Patrícia Galvão.

Jayme Martins – Jornalista, foi correspondente da mídia brasileira durante 20 anos em Pequim.


Jean Paul Gautier coleção verão 2009    

      Muitos animais morrem pela passarela. E, acredite, não são os irracionais, o que já foi inteligentemente protestado no Fashion Rio 2005. Falo do bicho parecido com o citado por Manuel Bandeira. Apenas “parecido” pois, pode escolher o que comer, aliás, tem do que se alimentar e não se alimenta. No entanto, continua sem examinar nem cheirar, engolindo com voracidade. E ainda não é um cão, nem um gato, nem um rato.

     Falo de um tipo de ser humano que desfila na passarela. (relembro: ainda é um ser humano) Que se submete a qualquer situação regrada pela moda e então, não cheira, ñ examina e engole.

     Sou leiga em relação à “alta-costura”, mas escrevo, não para ser mais uma a falar em anorexia e bulimia e, sim, por  (depois de muito pensar) não conseguir entender a lógica que move essa “moda de morte”. Pessoas excessivamente magras, aquelas entradas enormes ocupando o lugar das bochechas, olhares que muito se parecem com os de um míope quando tenta enxergar sem seu óculos e, nenhum mínimo sorriso.

      Me pergunto: E a chapeuzinho vermelho que anda saltitante e cantarolando?; E as princesas de cachinhos dourados?; Cadê o brilho da morena cor de jambo? Tudo está tão mudado, tudo está tão cinza. Quantas meninas “descoloridas”, quantas mulheres sem vida, quantas “anas”, quantas “mias”. É, sou leiga em moda…

     Pouco importa se a magreza faz ou não parecer mais mulher, com mais ou menos curvas, deixando ou não elegante. O que importa é ter ou não saúde, aquela “força” que nos mantêm de pé e nos permite conhecer e aproveitar cada detalhe disso que chamamos de vida.

     Perceba a quantidade de imagens sem cor que encontramos por aí, as formas mínimas de alguns seres humanos que desfilam em passarelas, e que… não são irracionais!

 

Jean Paul Gautier coleção verão 2009

      

      

       Era uma vez, em um lugar que nada possui de “far far away”, dentre muitos bate-papos, o ICQ. “E então… Qual o número do seu icq?” – A graça era saber de cor todos aqueles números que compunham o meu, o seu, o nosso usuário.

 

       Porém, de repente, como quem não quer nada, um tal de “messenger do Msn” foi chegando bem devagar.”Toc,toc,toc” As pessoas (como eu) hesitaram em fazer a troca, foram aderindo aos poucos, criando seus novos usuários (agora muito mais fáceis de serem decorados).

 

       No começo a graça era ter as duas contas e priorizar o ICQ. No entanto, em um curto espaço de tempo o Msn (assim conhecido hoje), tornou-se ferramenta indispensável para quem se considera amigo, ou no mínimo colega de alguém.

       Com ele não precisamos mais gastar com o telefone ou quem sabe esperar até um outro dia pra contar aquela novidade (sem falar nos que usam o Msn como ferramenta de trabalho ou os viciados que deixam conectado até mesmo quando estão dormindo).

 

       A história não parou por aí. Quando tudo parecia solucionado na comunicação dos internautas, Orkut chega com tudo. Muito bem, a graça agora não é mais decorar números, muito menos as conversas noturnas no MSN. O importante é dizer quantos amigos cada pessoa possui. Se conversa constantemente com cada um ou não, ah, essa é outra história. Digamos que Orkut é uma convergência: os números do ICQ se transformaram em números de amigos e as conversas do Msn em scraps.

       Sabe aquele fenômeno que historiadores, artistas, grandiosos filósofos e o inteligentíssimo Freud tentou explicar? Aquela tal individualidade, a noção de ser único com qualidades únicas?

       Exatamente! Está contida em nosso Orkut de cada dia. Fotos que tentam passar o quão feliz, triste ou eficiente o usuário é, comunidades (muitas vezes possuem milhares de fiéis) que falam de características julgadas pessoais, próprias; frases, declarações no scrapbook ou até mesmo no nome de usuário; Uma falsa idéia de que sabemos tudo do outro através daquela página tão resumida.

 

       Muito bem, alguém quer saber minha url no Orkut? É, poucos são os que não possuem.

       Estava quase esquecendo: Dizem por aí que Orkut destrói relacionamentos. O Orkut? Uma “página” na internet? Falsas idéias. Será que o computador está se tornando tão essencial a ponto de adquirir defeitos humanos? Muito bem, a culpa é do computador. (Sinto uma vontade de colocar a “carinha”: =/. É, o Msn deixa marcas.)

 

       O processo continua…

       Já estão sabendo do “Miniblogging”, não estão? Em caso negativo, dêem uma olhada nos outros posts, comentei sobre o assunto.

       Esses derivados do blog (de inicio uma espécie de diário virtual) são mais uma forma de convergência. Um pouco de Orkut, Msn, blog. Está solucionado um problema. Antes tínhamos (porque também faço parte do processo) Orkut, mas, não sabíamos quem realmente se importava com nossas “coisas” (fotos, mensagens, vídeos, favoritos).

       Com os “microblogging” (ou mini, como preferir) podemos saber quem está interessado em ver o que fazemos, pensamos, escrevemos. Sem falar na disposição que os usuários possuem em conhecer novas pessoas.

 

       Digo que estamos na época do diminutivo. A conhecida frase: “Quanto menos melhor”.

       Alguns exemplos do quero dizer são: nanotecnologia, “mini blogs”, corpos mínimos (e desnutridos, diga-se de passagem), microcontos. Existe alguma lógica, além da capitalista?

 

       Faz-se necessário uma observação: Apesar de não conseguir encontrar um razão para a necessidade de diminuir as coisas, não significa que não encontre criatividade em algumas delas. Como os microcontos. Exigem habilidades e, desta forma, a criatividade.

 

       Todos continuam vivendo, buscando o “ser feliz para sempre”, aceitando tudo o que é proposto, visto que não existem armas pra contrapor. Mais uma vez invoco Freud, que dizia através do Narcisimo, que o ser humano dependeu desde seu início de uma imagem, projetada e modelada pelo outro. Essa, a qual todos estão subordinados, e que, conseqüentemente, faz com que todos sejam escravos. Uma  tentativa de preencher o vazio que encontramos na infeliz busca do eu.

      

     (Só reproduzindo…)

 

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.

E uma banana pelo potássio.

E também uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.

Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.

E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.

Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.

Uma taça de vinho tinto também.

Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.

Um copo de cerveja, para… não lembro bem para o que, mas faz bem.

O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.

Todos os dias deve-se comer fibra. Muita fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.

Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.

E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.

Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia…

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.

Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.

Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.

Sobram três, desde que você não pegue trânsito.

As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.

Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.

Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o sexo !
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.

Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.

Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.

A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!

Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus pais.

Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher na cama.

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésia.

Agora tenho que ir.

É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.

E já que vou, levo um jornal…Tchau….
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.

(Luís Fernando Veríssimo)

 

      

      
       Quatro meses é quando o mundo deixa de nos ser apresentado, é quando passamos a descobri-lo da nossa forma. Deixa de ser algo estranho, já podemos reconhecer as coisas que nos cercam e olharmos pra onde quisermos; Ainda resta muita estrada pra ser seguida, muitos erros e acertos. Todos os fatos e novidades que ocorrem desde o momento do nascimento, aos quais damos o nome de experiências.

       

É dessa forma que vejo esses meus 4 meses de blog. Quando comecei, um mundo novo e estranho que para mim se apresentava. Agora, um mundo já conhecido, porém com muitas coisas ainda para serem descobertas.

       A experiência de escrever dois post por semana seguidos de uma ansiedade pra saber quantas pessoas irão ler, a satisfação ao encontrar comentários de pessoas que aprovam aquilo que você escreve, escrever sobre assuntos que jamais havia pensado em falar, o hábito de reler o texto mais de 3 vezes com a intenção de melhorar o português, corrigir os erros, não pecar na coerência, dentre muitas outras coisas que estão fazendo diferença na minha vida (sem nenhum tom poético, sentimental ou melodramático), diferença no meu Repertório que tento cada vez mais torná-lo Criaativo.

 

 

 

 

   

   

      Já escrevi falando sobre a importância de blogs, sites de relacionamento, microblogging, de toda essa comunicação que com o advento da Internet pôde se tornar bi-direcional.

       A questão é: muitos sabem da febre de se criar blogs, reconhecem o valor dado ao boca-boca e  aos sites de relacionamento. Porém, esquecem que qualquer ação exige um planejamento. Cabe lembrarmos  da tão conhecida terceira lei de Newton-Galileo que diz que toda ação possui um reação. Seguindo o raciocínio, toda má ação implica em uma má reação.

      

       É esse o tema que o texto “PR 2.0 e a polêmica de Crhis Anderson” de Thiane Loureiro trata. Para a autora, é preciso aprender a se relacionar com o público do jeito que cada um de seus públicos espera que você se relacione com eles. Este é um desafio lançado para as relações públicas que, apesar de parecer um princípio básico, não é lembrado nos dias atuais. Os profissionais de RP são vistos somente como assessores de imprensa.

      

       Estamos esquecendo das teorias básicas vistas na faculdade, como por exemplo, a mais conhecida definição de marketing: “Reconhecer as necessidades dos clientes…”.

      

       Exemplifico o assunto citando os muitos blogs de empresas que não duram mais de uma semana ou no máximo, um mês. Usa-se a ferramenta somente para “estar na moda” e não é lembrado que esta (ferramenta), como qualquer outra, também possui fatores de risco. A empresa antes de mais nada precisa analisar os “pós e contras” e por fim sentir-se segura do que irá fazer.

 “(…) Não basta convencer, é preciso inspirar(…)”

 

Quem esta praticando: http://msoma.wordpress.com

                                 http://socialmediaclub.com.br/page1